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quinta-feira, 2 de julho de 2015

Pós-graduação

Psicopedagogia em cinco respostas

Desde o ano de 1970 a Psicopedagogia é uma das áreas mais procuradas por educadores na pós-graduação. Muito boa à matéria escrita por Ariane Alves da revista Nova Escola deste mês de julho/15. É um texto esclarecedor sobre o curso de Pós-graduação em Psicopedagogia. Apesar do curso ter a regulamentação aprovada no Congresso em 2014, mas ainda sem sanção de Dilma Rousseff, o Conselho Federal de Psicologia (CPF) argumenta que especialização não é profissão e que as dificuldades no desempenho escolar não podem ser vistas só pela ótica individual de cada aluno.

v Quem pode cursar?
Qualquer pessoa com graduação nas áreas de saúde ou Educação. A procura é maior entre os pedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e assistentes sociais. Há também interessados em trabalhar com crianças, como pediatras. Em todos os casos, o benefício é conhecer com mais profundidade o desenvolvimento infantil.

v Como escolher um bom curso?
Três critérios são fundamentais. O primeiro, pesquisar a trajetória dos professores (pelas regras do MEC, pelo menos metade do corpo docente deve ter mestrado ou doutorado). O segundo, ver o currículo do curso e analisar se as disciplinas corresponde ao seu interesse. O terceiro é atentar para a carga horária. “O mínimo necessário para um curso de qualidade é 600 horas. Muitas opções de 360 horas cortam o estágio – que, além de obrigatório, é importante para a vivência do aluno”, afirma Irene Maluf (conselheira da Associação Brasileira de Psicopedagogia – ABPp).

v O que se aprende na especialização?
A maioria dos cursos aborda psicopedagogia clínica (em consultório) e institucional (em escolas, ONGs e hospitais). No início, o foco é em disciplinas de saúde e psicologia: neurologia, bases neurobiológicas, processos psicanalíticos etc. Depois surgem questões do universo escolar, com o escuto de intervenções práticas.

v Como é o mercado de trabalho?
Na área de Educação, as melhores oportunidades estão nas redes que possuem leis prevendo um psicopedagogo por escola para alunos do Ensino Fundamental e do Médio. Outras possibilidades são os consultórios psicológicos, em que o profissional atende crianças e jovens com dificuldades escolares. Em menor escala é possível atuar em empresas, especialmente nas áreas de recursos humanos e de treinamento de funcionários.

v O que o psicopedagogo faz na escola?
“A coordenação pedagógica é um dos maiores campos de atuação, aponta a psicopedagoga Clélia Pastorello, na área há duas décadas. A orientação educacional é outra possibilidade. Entre as tarefas estão a elaboração de planos de trabalho individuais para alunos com dificuldades de aprendizagem ou nos casos de inclusão. No contra turno, o profissional atua tanto com crianças com baixo rendimento quanto em turmas de atendimento educacional especializado (AEE).

Quer saber mais? Dá uma olhadinha no site www.novaescola.org.br.



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