Pós-graduação
Psicopedagogia em cinco respostas
Desde o ano de 1970 a Psicopedagogia é uma das áreas mais
procuradas por educadores na pós-graduação. Muito boa à matéria escrita por
Ariane Alves da revista Nova Escola
deste mês de julho/15. É um texto esclarecedor sobre o curso de Pós-graduação
em Psicopedagogia. Apesar do curso ter a regulamentação aprovada no Congresso
em 2014, mas ainda sem sanção de Dilma Rousseff, o Conselho Federal de
Psicologia (CPF) argumenta que especialização não é profissão e que as
dificuldades no desempenho escolar não podem ser vistas só pela ótica
individual de cada aluno.
v Quem pode cursar?
Qualquer pessoa com graduação nas
áreas de saúde ou Educação. A procura é maior entre os pedagogos, psicólogos,
fonoaudiólogos e assistentes sociais. Há também interessados em trabalhar com
crianças, como pediatras. Em todos os casos, o benefício é conhecer com mais
profundidade o desenvolvimento infantil.
v Como escolher um bom curso?
Três critérios são fundamentais. O primeiro, pesquisar a trajetória dos
professores (pelas regras do MEC, pelo menos metade do corpo docente deve ter
mestrado ou doutorado). O segundo,
ver o currículo do curso e analisar se as disciplinas corresponde ao seu
interesse. O terceiro é atentar para
a carga horária. “O mínimo necessário para um curso de qualidade é 600 horas.
Muitas opções de 360 horas cortam o estágio – que, além de obrigatório, é
importante para a vivência do aluno”, afirma Irene Maluf (conselheira da
Associação Brasileira de Psicopedagogia – ABPp).
v O que se aprende na especialização?
A maioria dos cursos aborda
psicopedagogia clínica (em consultório) e institucional (em escolas, ONGs e
hospitais). No início, o foco é em disciplinas de saúde e psicologia:
neurologia, bases neurobiológicas, processos psicanalíticos etc. Depois surgem
questões do universo escolar, com o escuto de intervenções práticas.
v Como é o mercado de trabalho?
Na área de Educação, as melhores
oportunidades estão nas redes que possuem leis prevendo um psicopedagogo por
escola para alunos do Ensino Fundamental e do Médio. Outras possibilidades são
os consultórios psicológicos, em que o profissional atende crianças e jovens
com dificuldades escolares. Em menor escala é possível atuar em empresas,
especialmente nas áreas de recursos humanos e de treinamento de funcionários.
v O que o psicopedagogo faz na escola?
“A coordenação pedagógica é um dos
maiores campos de atuação, aponta a psicopedagoga Clélia Pastorello, na área há
duas décadas. A orientação educacional é outra possibilidade. Entre as tarefas
estão a elaboração de planos de trabalho individuais para alunos com
dificuldades de aprendizagem ou nos casos de inclusão. No contra turno, o
profissional atua tanto com crianças com baixo rendimento quanto em turmas de atendimento
educacional especializado (AEE).
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